
terça-feira, 31 de março de 2009
Chico Buarque: compositor x escritor

segunda-feira, 16 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Conversa de botequim
Não que eu não ache que Tom Jobim mereça esse título. Pelo contrário, é um dos meus favoritos, e é totalmente aceitável a escolha dele para o posto, diante de sua genialidade musical. A forma como Tom implantou um tipo de música sofisticada no gênero popular é de se tirar o chapéu. A Bossa Nova foi uma grande evolução musical no Brasil, incontestavelmente.
Mas, logo veio o seguinte questionamento: como deixar de fora um Pixinguinha, Jacob do Bandolin, Ernesto Nazareth, Edu Lobo, sem falar nos poetas e letristas que também sabiam e sabem fazer a parte musical muito bem, como Cartola, Chico Buarque, Noel Rosa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, e por aí vai?
Depois desse pensamento veio um leve sentimento de orgulho por não saber responder quem foi ou quem é o nosso maior compositor. É quase impossível escolher um entre o time de feras da MPB. É grande a riqueza daquilo que podemos chamar de boa música brasileira. Pena que poucos conseguem enxergar isso.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Meu Tempo é Hoje - II
Recentemente tive a oportunidade de assistir o documentário Meu Tempo é Hoje (2004), que traça um perfil do cantor, compositor e sambista Paulinho da Viola.

O documentário fala da trajetória de Paulinho, que desde pequeno viveu em um ambiente musical. Seu pai, César Faria, era violonista do grupo Época de Ouro, que tinha como estrela maior o fenômeno Jacob do Bandolin. Acostumado a visitas de, além de Jacob, nomes como Pixinguinha, Altamiro Carrilho e outros grandes chorões, não havia outro caminho a seguir se não fosse a música.
O grande barato do documentário é que além da música, mostra o lado pessoal do Paulinho, sua família e o gosto pela marcenaria, que, segundo o próprio artista, seria a profissão dele, caso não fosse músico. Além das participações interessantíssimas de Marisa Monte, Zeca Pagodinho e seu grande parceiro, o compositor Elton Medeiros.
E, logicamente, a Portela não fica de fora desse registro. Todo a história dele dentro da escola, com direito a várias rodas de Samba e a presença de grandes nomes da Velha Guarda da Portela. A escola de samba faz parte da vida de Paulinho da Viola, assim dito nos versos de Foi Um Rio que Passou em Minha Vida.
Enfim, o documentário é uma viajem no mundo do Samba de Paulinho da Viola. Mundo que eu me sinto a vontade e faço questão de fazer parte.
sábado, 3 de janeiro de 2009
2009 - Meu tempo é hoje

terça-feira, 25 de novembro de 2008
Sou - Little Joy
Eu, sinceramente, acho o Marcelo Camelo mais compositor que o Amarante, sobretudo no que diz respeito à parte melódica. Em todo esse tempo de Los Hermanos ele já mostrou isso. Como exemplo as músicas Dois Barcos e Sapato Novo - ambas fazem parte do álbum 4. Melodias bonitas, dignas de um bom compositor. E, nesse trabalho novo, Camelo mostra isso de forma mais acentuada nas faixas Théo e a Gaivota, Doce Solidão e na belíssima Passeando.

Mas, o disco do Amarante me agradou mais. Acompanhado do baterista brasileiro do The Strokes, Fabrizio Moretti, e a cantora Binki Shapiro, o Little Joy me trouxe um sentimento mais agradável, quase que saudosista. Amarante saiu-se bem cantando em inglês, com uma voz que até lembra o Julian Casablanca, vocalista do Strokes. Quanto as canções, o que mais gostei foi o ritmo meio jovem guarda de Brand New Start, da voz infanto-juvenil da Binki Shapiro na faixa Unattainable (só pra competir com a Mallu Magalhães) e o estilo rock moderno da faixa Keep Me in Mind.

Mesmo que aqueles fanáticos por Los Hermanos, por algum tipo de implicância, não tenham gostado do Sou ou do Little joy, os dois trabalhos valem uma recomendação, principalmente neste tempo chuvoso, onde a melhor opção é ficar em casa, com raiva da chuva, e ouvindo toda a biblioteca do Windows Media Player.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Jards Macalé (1972)
Cheguei até Jards Macalé através de um amigo, há alguns anos atrás, quando ele me recomendou ouvir o primeiro álbum de Macalé, intitulados Jards Macalé, de 1972.
A primeira coisa que percebi no álbum foi a proximidade com a sonoridade do Transa, de Caetano Veloso. Um violão Folk, acompanhado de uma bateria e um baixo. Uma banda compacta e crua, além de fazer uma mesclagem entre o Rock, Samba, Bossa Nova, faz com que o disco não tenha um conceito definitivo.
Farinha do Desprezo abre o disco, mostrando a característica Folk a qual me referi anteriormente, misturado com um Samba-Jazz. A segunda faixa é Vapor Barato, cantada de uma forma estranha, transmitindo um sentimento de sofrimento.
Destaco a música Mal Secreto, a minha favorita do álbum, e que ficou perfeita na interpretação da Gal Costa no álbum Fa-tal. Faixa que traz uma melancolia característica de Jards Macalé. Além de Mal Secreto, tem a clássica Let’s Play That, que traz a famosa frase do poeta tropicalista Torquato Neto, que diz: "vai, bicho, desafiar o coro dos contentes".
Apesar de ser pouco conhecido entre a maioria das pessoas, Jards é um cara de primeira linha da MPB, que ao lado de artistas como Sérgio Sampaio, Belchior e outros, faz parte do chamado grupo dos malditos da MPB. Vale a pena conferir o disco de 1972 e, com certeza, o resto da obra de Jards.
Fui!
